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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ele falhou. O que fazer?

Você já ouviu a frase “Isso nunca aconteceu comigo” alguma vez? Se sim, sabe o quanto é frustrante. Porém, nada de brigar nem de deixar a insegurança ou a culpa tomar conta da relação. Pouca gente imagina, mas quase todos os homens sexualmente ativos já falharam, pelo menos, uma vez na vida.  “A perda temporária da capacidade de ereção não significa impotência nem é algo preocupante. No entanto, quando essa condição persiste, é preciso procurar um médico”, explica o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano.


De olho na saúde
Segundo o urologista Eduardo Lopes, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Urologia, a disfunção erétil pode ser decorrente de fatores físicos ou psicológicos. “Doenças como diabetes, hipertensão arterial, insuficiência renal, depressão e distúrbios hormonais afetam o desempenho sexual. Portanto, para se ter um diagnóstico seguro, o correto é procurar um urologista e realizar exames que esclareçam ou afastem uma causa orgânica”, explica Eduardo.

Até mesmo o uso de determinados medicamentos, o consumo excessivo de álcool ou drogas e a idade avançada podem causar a disfunção. “Até os 60 anos de idade, 90% dos problemas de ereção são causados por fatores psicológicos e apenas 10% têm causas físicas. Mas após os 60, cerca de 50% dos casos são decorrentes de problemas de saúde, enquanto os outros 50% continuam a ser provenientes de questões psicológicas”, afirma Marzano. Eduardo salienta que até mesmo no auge da juventude, dos 18 aos 25 anos, algumas falhas podem ocorrer. “Elas são relacionadas à ansiedade e à falta de experiência sexual”, conta o médico.

 “Se os exames revelam que a saúde está bem, o problema é psicológico”, observa Eduardo. Nesse caso, recomenda-se buscar ajuda na terapia. “A mente interfere - e muito - no desempenho sexual. O cansaço, o estresse do dia a dia, a ansiedade e as dificuldades financeiras, assim como o desentendimento conjugal, a preocupação excessiva com o desempenho sexual e as repressões sexuais, podem prejudicar a transa”, explica Celso.

Como agir na hora H
Quando o homem falha, o casal deve contornar a situação com maturidade. “Conversem sobre o assunto, pois o silêncio só aumenta o constrangimento. É importante que o homem tenha consciência de que problemas com a ereção, uma vez ou outra, são normais”, lembra Celso. Já a mulher deve evitar pensamentos como “Eu já não desperto mais o desejo dele” ou “Ele deve ter outra pessoa”. “Não faça tempestade em copo d’agua. Demonstrar frustração ou encher seu companheiro de cobranças só vai deixá-lo mais preocupado e angustiado. Daí, a chance de falhar na próxima tentativa só aumenta”, comenta o terapeuta.

Por isso, compreenda se seu companheiro evitar transar: ele deve estar inseguro. Nesse caso, a melhor saída é dar um tempo. Façam programas leves: um cinema, um bate-papo com amigos... Relaxem e deixem que o interesse pelo sexo seja despertado naturalmente. Porém, se os episódios se tornarem frequentes ou se ele evitar ter relações por muito tempo, tente conversar ou aconselhar sua ida a um especialista. “Como os homens não gostam de falar de seus próprios problemas, o ideal, nesse caso, é procurar um terapeuta sexual”, aconselha Celso.

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