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quinta-feira, 21 de março de 2013

Uma em cada 800 pessoas nascem com Síndrome de Down no Brasil


Hoje é lembrado o Dia Internacional da Síndrome de Down


Rosto arredondado, olhos oblíquos, orelhas pequenas, mãos com dedos mais curtos. Comprometimento intelectual, dificuldade motora e na fala. Essas são algumas características dos portadores da síndrome de Down. Mas o bom humor, a sinceridade e afetividade, também são traços marcantes das pessoas que possuem essa mutação genética.

Também conhecido como "trissomia do 21", a mutação é um distúrbio genético causado por um erro na divisão celular do embrião, que pode afetar qualquer pessoa.

Com o objetivo é valorizar os portadores da síndrome e conscientizar a população a respeito do assunto, o dia 21 de março, foi escolhido como dia internacional da síndrome de Down. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada 800 pessoas que nascem no Brasil, uma tem síndrome de Down.

Novas oportunidades para pessoas com essas mutações surgiram a partir da lei de cotas para deficientes (nº 8.213/91), que determina a contratação proporcional pelas empresas de pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários.

A Universidade Metodista de São Paulo desenvolve um projeto na área de brindes artesanais para suprir a necessidade de contratação de funcionários para as vagas especiais. “Depois de um tempo foi visto que era muito mais proveitoso do que se imaginava, então passou a ser um setor de produção para brindes em datas comemorativas da instituição”, disse a arte educadora sênior da Umesp, Juliana Ferreira da Costa.

O objetivo da Universidade é desenvolver a capacidade de cada um e adaptá-los ao meio, já que a aprendizagem de pessoas com síndrome de Down é mais lenta. “Muitas vezes eles demoram três semanas para se adaptarem a uma tarefa, que é difícil mesmo, porque afinal, artesanato não é fácil”, conta Juliana.

Amanda Velucci é portadora da síndrome e trabalha há 10 meses no setor de brindes artesanais. “Faço pintura, tinta, colagem, um monte de coisa. E de quarta-feira eu faço curso de pintura. Eu pinto pano de prato”.  Já para  Gabriela Silva, aluna do curso, “quem tem síndrome de Down sempre tem amor ao lado”.

Outra questão a ser discutida, segundo Juliana, é o pré-conceito da sociedade e dos próprios pais dos portadores. “Foi difícil quebrar esse paradigma na cabeça dos pais. Para eles, os filhos estão aqui estudando e não trabalhando”.

O preconceito ainda existe, mas com a conscientização da população, a vivência com os portadores e o conhecimento a respeito da Síndrome, mudanças devem ocorrer na sociedade. “Na instituição nós já observamos uma grande diferença de  comportamento desde que o projeto começou até agora.Houve uma quebra de preconceito bem grande dos próprios funcionários”, diz a educadora.

No cinema
A discussão do tema já chegou à tela grande. No filme "Colegas" três jovens com síndrome de Down são estrelas, em um roteiro em que o cotidiano da vida é abordado de forma simples, tudo sob o ponto de vista deles. Em meio a aventuras, experimentam a liberdade, envolvendo-se em inúmeras confusões e aventuras.

Os amigos, Stalone (Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pokk) e Márcio (Breno Viola), trabalhavam em uma videolocadora. Então, inspirados pelo filme Thelma & Louise, resolvem fugir no velho carro do jardineiro Arlindo (Lima Duarte) em busca de seus sonhos: Stalone quer ver o mar, Márcio quer voar e Aninha busca um marido pra se casar.

metodista.br

1 comentários:

  1. É um síndroma de Down: que faz muita sofrer muita gente, mas a vida é assim mesmo Deus sabe o que faz por isso se diz que escreve direito por linhas tortas. Boa Páscoa.
    Beijinhos
    Santa Cruz

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