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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Há Poder nas Nossas Palavras?



 Essa expressão não é encontrada em nenhum lugar na Bíblia. Por outro lado existem diversos textos que ressalta o Poder da Palavra de Deus (Is. 55.10,11 – Mt. 24.35 – Hb. 4.12). Mesmo a frase acima não sendo encontrada na Bíblia, muitos pregadores há utilizam com muita ênfase como se fosse um dos versículos bíblicos ou te palavras de Jesus
 A expressão “Há poder nas nossas palavras” tem sua origem na má interpretação de textos bíblicos. O que abre porta para outros falsos ensinos, tais como: A Confissão Positiva, Determinismo e a famosa moda do momento “Profetise ao irmão que esta ao se lado”.
Quantas vezes tive a infelicidade de ouvir pregadores ensinarem a igreja que para alcançar a benção fazia-se necessário a liberação de uma palavra positiva, ou que se as bênçãos não chegou até a vida dos irmãos é porque eles ainda não aprenderam a determinar com fé.
Esse modismo da Confissão Positiva, que ensina e enfatiza o poder que há nas palavras e que esse é um dos segredos para viver uma vida cheia das bênçãos de Deus, tem sua origem em Essek William Kenyon, que nasceu no condado de Saratoga, Nova York, em 1867. Viveu o auge de seu ministério no final do século 19. Porém, o maior porta voz dessa heresia é sem duvidas Kenneth Hagin, conhecido como porta voz da Confissão Positiva.
Além de Essek e Haigin, outros nomes também são destaques nesse modismo: T.L Hosbron, Fred Price, Benny Hinn, David Paul Yonggi Cho, dentre outros.
No Brasil os grandes lideres do movimento são: R.R Soares, Valnice Milhomens, Miguel Ângelo e Edir Macedo.
O que nos entristece, além do fato desses homens ensinarem erroneamente a Palavra de Deus e ver membros, pregadores e lideres de igrejas históricas e centenárias abraçando e ensinando tais praticas.

Má interpretação
Em que se baseiam os seguidores da Confissão Positiva? Pelo menos três texto bíblicos são utilizados: Provérbios 18.21, Tiago 3. 9-11 e Marcos 11.23.

Provérbios 18.21
A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.

Tiago 3. 9-11
Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?

Marcos 11.23,24
Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito.

Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis.
Baseado nos textos acima, eu pergunto: Qual desses versículos mostra que há poder nas minhas palavras e que através delas posso determinar, decretar ou afirmar qualquer coisa ao meu favor e assim será?

O sábio Salomão em Pv. 18.21 esta falando da lei da semeadura, ou seja, a má utilização da nossa língua poder nos gerar conseqüências desagradáveis e até levar a morte. O texto nada tem haver com a “reivindicação” das bênçãos de Deus através das nossas palavras.
O meio irmão de Jesus, Tiago, em sua carta no capitulo 3 trás uma serie de advertências e orientações quanto ao uso da língua, dentre elas Tiago afirma que nossa boca deve ser usada para a de gloria de Deus. Quando Tiago fala sobre benção ou maldição ele não esta dizendo que nossas palavras podem produzir benção divinas ou maldições diabólicas, mas ele refere-se a maledicência, ou seja, o uso da boca para proferir de palavras mentirosas, calunia, torpe, profanas e ao mesmo tempo proferir coisas sagradas.

Com certeza Mc. 11.23 é o texto de maior ênfase dos seguidores da Confissão Positiva, pois vale a pena ressaltar que foi baseado nesse texto de Marcos 11.23 que Haggin diz recebido revelações e até visões para fundamentar seus ensinamentos.
Segundo uma das regras da fiel interpretação da Palavra de Deus – A Hermenêutica, para defendermos uma verdade devemos não somente se utilizar de apenas um versículo, mas todo o contexto.

Veja que se lermos apenas o versículo 23 que diz:
“Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito”.

Dá a impressão que Jesus esta nos incentivando a sair por aí decretando e determinando as coisas, mas ao continuar a leitura veremos Jesus completar seu pensamento nos incentivando a pedir as coisas com fé em ORAÇÃO.
Outra coisa que deve ser analisada quando falamos de oração é que nem sempre nossas oração e pedidos são realizados, mesmo quando estes são feitos com muita fé, parece estranho, mas veja o que diz, I João 5.14.: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve”.

Quero encerra essa reflexão mostrando que nossa palavras tem sim grande importância, seja para o bem como para o mal e por elas seremos até julgados, por isso utilizemos nossas palavras para a Gloria de Deus segundo as orientações Bíblicas e não segundo ensinos meramente humanos que tem como objetivo exaltar o homem.

fonte:
Por Weslei Pinha
http://jornalboasnovas.com/

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