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domingo, 21 de outubro de 2012

Horário de verão exige cuidados com o corpo a mente


veja como se adaptar

Hormônio regulador do sono, a melatonina, acionado pela falta de luz, é alterado com a mudança de horário

O horário de verão começou hoje (21), quando os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mais o estado do Tocantins, adiantaram seus relógios em uma hora a partir da meia-noite deste sábado (20) para o domingo (21), que vai até 17 de fevereiro de 2013. A mudança é para aproveitar melhor a luminosidade do dia nesta época do ano, reduzindo o consumo de energia nos horários de pico e evitando o uso de energia gerada por termelétricas, que é mais cara e mais poluente do que a gerada pelas hidrelétricas.

Se não houver adaptações para a mudança de horário, algumas pessoas podem apresentar cansaço, fadiga e até mesmo chegar à exaustão, de acordo com o fisiologista Hildeamo Bonifácio.
“Nesse quadro de exaustão, a pessoa mostra sinais parecidos com doenças, como irritabilidade, dor de cabeça, diarreia e mudanças de humor”.


Bonifácio recomenda que, na primeira semana de mudança de horário, as pessoas aumentem a ingestão de líquido e façam refeições leves. Também deve ser mantido o horário das refeições, para o cérebro se adaptar o mais rápido possível com a mudança. “Se a pessoa está acostumada a tomar café às 7h, agora vai ter que tomar no mesmo horário, mesmo que ainda não tenha tanta fome”.

A mesma tática deve ser adotada com o sono. Quem está acostumado a dormir às 22h, por exemplo, deve manter o horário, mesmo que ainda não tenha sono. “Se essas orientações não forem seguidas, é como se a pessoa estivesse em uma semana de carnaval: vai dormir tarde, acorda tarde, aí muda todo o relógio biológico”, diz o fisiologista.

Pelas dificuldades de adaptação do organismo, a mudança de horário está longe de ser uma unanimidade entre a população.O início do novo horário significa dormir e acordar uma hora mais cedo e exige certa adaptação do organismo. Segundo o médico Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o melhor sono ocorre duas a três horas depois de escurecer. E o hormônio regulador do sono, a melatonina, acionado pela falta de luz, é alterado com a mudança de horário. 

"Para se adaptar ao novo horário, o ideal é evitar situações estimulantes no final da tarde ou na parte da noite", afirma o especialista, explicando que quanto mais estímulo maior a dificuldade do organismo em relaxar. Ele observa que outros hormônios, como o cortisol e o hormônio do crescimento, também sofrem variações durante o dia. 

Evitar o consumo de café ou chá preto é uma das dicas dadas pelo médico do HC. "Exercícios físicos muito extenuantes também devem ser evitados", observa, citando ainda outras atitudes que podem prejudicar o descanso, tais como se alimentar demais no jantar, ir dormir sem comer, tomar banho muito frio ou muito quente, e ler livros ou ver filmes muito estimulantes nas horas que antecedem o sono. "O horário de verão não é única instância que desequilibra o organismo. Novos turnos de trabalho ou viagens internacionais podem agir da mesma forma", lembra. 

Para manter a saúde, esses cuidados com o sono devem ser constantes o ano todo. "Dificuldade de dormir ou de acordar podem predispor o paciente a problemas cardíacos. O infarto, por exemplo, costuma ocorrer algumas horas depois de acordar e, principalmente, na segunda-feira, dia que o estresse comumente aumenta", diz Lichtenstein. 

Ele lembra que o bom ambiente de sono envolve local silencioso, escuro e arejado, e ressalta que uma boa dica para os dias que antecede à mudança é dormir a cada dia alguns minutos mais cedo. 

Segundo o médico, outra dúvida comum é quanto aos horários das medicações. "A orientação é seguir o horário do relógio", diz. E complementa com outra dica: "aproveite o final de tarde e início de noite mais claros para fazer atividades prazerosas e caminhadas".


fontes: http://www.bonde.com.br e http://www.parana-online.com.br

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