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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Salto Alto: Pode ou não pode?


O sonho de grande parte das mulheres é ter a postura da boneca Barbie, que já nasceu de salto alto. Impressionante como alguns centímetros a mais na altura dos calçados podem fazer as pernas parecerem mais torneadas, o bumbum e os seios mais empinados, e com isso, melhorar a autoestima feminina. Entretanto, o salto alto deve ser usado com moderação: quanto maior e mais fino, mais problemas pode provocar à saúde.

São dores da beleza, justificam as mais vaidosas! Para quem já se acostumou, o desconforto muitas vezes é maior na hora de calçar um sapato baixo. Mas, a questão é que quem faz uso rotineiro do salto alto pode gerar mudanças biomecânicas no corpo e alterações na musculatura:

os músculos da parte de trás da perna ficam mais curtos e os da frente mais longos. Além disso, segundo o professor de educação física Helson Anacleto, da academia GAFF Studio, a posição elevada do calcanhar provoca excesso de tensão e pode causar até bloqueio articular. Outro problema comum é a modificação do posicionamento do hálux, o dedão do pé. “Como quase 100% desses calçados tendem a ter a ponta extremamente fina, o hálux acaba sendo empurrado para o meio do pé. A consequência é o surgimento do famoso joanete, que aparece para suprir a deficiência biomecânica do hálux.”, explica o profissional.

E não é só: o salto alto também pode acarretar danos à coluna, como o aumento da lordose, dores no joelho, calosidades, tendinites e unhas encravadas. Porém, depois de todo esse revés, pode ficar calma, porque o calçado preferido da mulherada não está proibido pelos ortopedistas, o segredo é variar na altura. De acordo com os especialistas, deve-se intercalar o uso de sapatos com saltos mais altos e mais baixos para não acostumar a musculatura, pois se isso acontecer, cada vez que se mudar a elevação do salto, a pessoa sentirá dor.

Existem técnicas e exercícios simples que podem ser colocados em prática diariamente para remediar o desconforto e os prejuízos do uso do salto alto. “Massagear a musculatura da parte posterior da panturrilha, com foco na região mais próxima do tendão calcanear e movimentar o tornozelo, levando o joelho até a parede e de volta para a posição inicial podem ajudar bastante.”, recomenda o professor Helson Anacleto.

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